Pink Floyd me entende 11 Janeiro, 2009
Posted by calgirlove in Amarena Eu.Tags: blog, música do pink floyd, pink floyd, trecho pink floyd, wish you were here
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Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui
Golzinho 90 3 Janeiro, 2009
Posted by calgirlove in É cada uma....Tags: avnturas, carro velho, gol, viagem
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Para ouvir grandes aventuras com carros é preciso conhecer alguém que já tenha andado com o meu pai. Isso porque ele é profissional em ter carros com mais de 15 anos de uso e que, só de colocar gasolina e malas dentro, já garantem ótimas histórias.
Esse final de ano vivemos mais uma de suas histórias: Nosso Golzinho 90, carregado de malas no porta-malas, bancos, teto e todos os lugares onde cabia um trambolho pra levar na viagem, entrou na estrada rumo à Minas Gerais. A viagem era curtinha, 107km, o carro teria que aguentar mais ou menos 1 horinha e meia de viagem e pronto!
Para garantir que a viagem seria menos emocionante, meu pai resolveu fazer um revisão antes de botarmos o pé na estrada. Trocou óleo, pastilhas, velas, revisou motor, lavou, olhou pneus, calibrou e…ufá! Parecia que desta vez ia. Parecia.
Na primeira parte da viagem, quando minha mãe lembrou que precisaríamos usar cinto de segurança também nos bancos traseiros e numa tentativa de tirá-los debaixo do tal banco, lá se foi nosso vidro lateral do carro! Não me perguntem como ele saiu, simplesmente voou e caiu na pista, pra nossa sorte não matou ninguém!
Já na estrada, sem vidro (o que foi carinhosamente apelidado de “ar condicionado natural”) mas ainda assim felizes, notamos que uma “fumacinha” estava saindo do escapamento. Meu pai rapidamente deduziu que o infortúnio era por causa da gasolina adulterada de algum posto. Logo mais na frente a tal “fumacinha” começou também a sair do capô e uns segundos a mais já estava tomando todo o carro por dentro. Tivemos que estacionar no acostamento.
Acredito não precisar dizer que o carro não ligou mais, que tivemos que andar de guincho, que no meio do caminho começou a cair um pé d’água e todas as nossas roupas que estavam no bagageiro do carro molharam e também não preciso contar que tudo isso foi visto com muito humor por todos, dos risos a beça de tomar chuva e descobrir uma goteira no carro e dos pulos que dávamos dentro do carro levado pelo guincho.
Isso porque as aventuras com os carros velhos do meu pai já são conhecidas e esperadas por todos que viajam com ele e são um toque especial em todas as nossas viagens. Por isso, Golzinho 90, este post é pra você!
Monoglota 26 Novembro, 2008
Posted by calgirlove in Amarena Eu.Tags: aprender, dificuldade, linguas
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Se tem um pedido que eu adoraria fazer para o gênio da lâmpada é aprender a falar todas as línguas do mundo. Meu pânico em aprender idiomas é enorme, desde meados da quinta série, quando comecei a ter aulas de inglês com uma professora que era a irmã gêmea do demo. Parece que a porta de entrada para outro idioma se trancou e nenhum “abre-te Sesamo” faz abrir.
Mesmo assim, muitas são as minhas insistências para sair do “what is your name?”, “je t’aime” e do “para bailar la bamba”. O inglês foi, durante todo o colégio, minha pedra no sapato. Aprendi a duras penas a conjugar verbos (que a profª insistia em dizer que era “muito mais fácil que o português”), entender por quê os adjetivos vinham antes dos substantivos e qual era a lógica de ter pronomes com letra maiúscula no meio das frases.
Depois de mais crescida, já na faculdade, tive de aturar todos a minha volta dizendo que inglês era obrigação, que todos tinham de saber e que eu seria o cocô do cavalo do bandido se não soubesse. Então, desafiando a porta fechada no meu cérebro e indo com um tronco bem grande de madeira em sua direção, consegui ultrapassar a barreira e aprendi a “ler” em inglês. Ótimo, parei por aí e a porta se fechou.
Já o francês eu sempre gostei. Língua que faz biquinho e que parece tão doce até mesmo nos xingamentos. Porém, não é porque ela é uma língua toda fofinha que teve uma entrada dos fundos na minha cuca. Não…eu tentei, li, ouvi música, fiz traduções e… não saí de uma “avec…” e do tal “je t’aime” mesmo.
O espanhol foi entrando aos poucos na minha vida, porém não menos dolorosamente. Meu tio é espanhol e fala muito enrolado, desde pequena é um esforço nossa comunicação, os papos desajeitados como “com quantos anos você tá?” e eu “é…é verdade!” rolaram solto. A necessidade só aumentou quando comecei a trabalhar diretamente com a latino américa, ou seja, “aprenda espanhol ou aprenda espanhol”. Claro, tive de entrar na aula de espanhol. Faz exatos dois meses. Eu já sei falar “yo, tu, usted, nosotros, vosotr..” bem, isso aí. Já estou me sentindo realizada, plena e feliz. Quem sabe não é agora que essa porta coloca a plaquinha de “open” na maçaneta né?!
As Maldosas Entrevistas 15 Outubro, 2008
Posted by calgirlove in Labuta (cotidiano trabalhístico).Tags: emprego, entrevista, entrevista de emprego, espera da resposta
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Receber um boa proposta de trabalho é uma faca de dois gumes. Você fica lisonjeado por alguém valorizar seu potencial, seu currículo e seu esforço. Porém, dá aquele frio na barriga de imaginar que pode dar tudo errado, que a entrevista pode ser um fiasco e que a tal proposta possa se transformar numa bomba atômica na sua auto-estima.
Você sente então que tudo poderá dar certo e já começa a imaginar o que fará com o seu novo salário, as compras, as viagens, as festas de comemoração e como tudo está conspirando ao seu favor.
Até que, você volta à realidade e lembra que, quando o telefone tocou e a mocinha do RH disse que viu seu currículo e te chamou pra entrevista, não te contou como a entrevista seria e nem qual será a forma de tortura utilizada.
Vem o desespero e a sensação de que talvez você não esteja preparado o suficiente. E se você não for o que eles esperam? E com que diachos de roupa você vai? Será que vão dar testes ou fazer exames de fundo de olho? Como será o entrevistador, homem, mulher, judeu, jovem? Será que vão fazer teste de inglês, espanhol e francês? E se o cara for maluco ou parecer o Willy Wonka e eu começar a rir sem parar? Ai! É uma ângustia só!
Até que chega o dia da entrevista. Corre tudo muito bem e você acredita que esqueceu de dizer suas melhores qualidades e mais um bando de coisas, mas que dessa vez foi. Se não foi, dane-se! Eles disseram que respondem em breve, mais tardar daqui à 15 dias. 15 dias?! 15 dias de espera por uma resposta?! Ah não! Haja coração…
Rabo de ouvido 8 Outubro, 2008
Posted by calgirlove in Casos a Acasos.Tags: conversas, papos, televisão
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No vestiário da academia você escuta muitos papos interessantes:
- Ah menina! Eu não assisto mais tv… está um lixo só!
- Verdade… Nem a tv à cabo salva…
- Pior é a Globo. Ontem assisti de relance enquanto alimentava o Felipe aquela imitação do… do… daquele programa que era do Miguel Falabella…
- Sai de baixo?
- Esse mesmo! Assisti aquele novo e, santa mãe, que sem graça!
- Aquele dos casais separados né?
- Esse mesmo. Que ruinzinho!
- É, também não vejo graça no Miguel Falabella.
(Pensei comigo: “A tv realmente anda uma droga e o Miguel Falabella pouco me agrada também. Acho que já posso fazer amizades aqui na academia…”)
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No ônibus, voltando pra casa, escuta-se outras versões:
- Você assistiu ontem o Toma lá, dá cá? Hahahahahha Hilário!
- Assisti sim! Aquela Adriana …Adriana…Como é mesmo? Nossa! Ela é ótima! Racho de rir com ela…
- Esteves! Mew, e aquela parte que eles voltaram pro passado! uhaahauahauaha
- UHauhuahauhuahuaua muito bom! Eu fico até na dúvida do que assistir, a tv tá com uma programação boa agora né menina?
- Depois que a Record começou a brigar forte as coisas mudaram…
- Ah minha filha, chego em casa e a primeira coisa que faço é ligar a tv!
- Ah é…distrai a gente…
(E eu pensando: “O Pequeno Príncipe iria adorar essa mudança de planetas que eu vivo todos os dias…”)