Eu sinto tanta falta de lá!

Sinto saudades da Nara, daquela risada gostosa e do jeito todo mimoso que ela trata todos a sua volta. Sinto falta do jeito desatencioso da Bia e das suas perguntas que faziam todos rirem. Sinto falta do Edson, de toda a sua pressa e seus compromissos familiares. Sinto saudades do Constantino que fingia trabalhar como ninguém e que tem aquele sotaque forte carioca que eu adoro.

Sinto aperto no peito quando lembro da amizade do Leo, que eu adoro tanto e que tem aquela sinceridade e companheirismo maravilhoso, cara cheio de sonhos e crente em Deus. Sinto saudades das piadas à la Casseta e Planeta do Guilherme e do seu jeito malandrão de ser. Sinto falta do Leandro, tão dedicado e prudente no trabalho. Sinto falta da Claudinha, da sua beleza, da sua sinceridade e da voz diferente que ela faz quando atende o telefone…rs

Sinto e como sinto falta da Marli, minha amiga, minha companheira de almoço, minha fiél confidente. Sinto saudades do Dennis e de todo o jeito dele que é simplesmente ótimo, verdadeiro, honesto. Sinto falta de tanta gente…

Sinto borboletas no estômago quando lembro dos corredores mágicos, dos almoços rápidos pra ir correndo pros estúdios e das idas e vindas de jornalistas e famosos pelos corredores. Sinto falta do descompromisso, das risadas constantes, dos “bom dia” nos elevadores e da simpatia de todos. Sinto falta dos “tipões” que andavam pelos corredores com aquelas roupas e cabelos diferentes.

Sinto falta dos músicos, sinto falta do som, sinto falta do ao vivo, sinto falta do Outlook, dos desenhos, da minha cadeira, sinto falta da comida, do trânsito, do logotipo, dos presentes, dos ingressos grátis, da carta de holerite, da vista que tinha da minha janela. Sinto falta do meu trabalho, do meu computador, dos meus conhecidos, colegas, amigos…

Eu sinto falta da Rede Globo e valorizo cada instante que estive lá. A gente se entende. A gente se encontra. A gente se vê por lá!

Meu primeiro amor

Todos nós temos o nosso primeiro amor e eu não fui diferente. Lembro do exato momento, da barriga gelando, da sensação de ficar sem ar e de sentir o olho arder por não piscar. Meu primeiro amor, meu primeiro encantamento por um ser do sexo oposto. E ele era o Fantasminha camarada!

Demorei pra voltar a realidade depois de ter visto a transformação do fantasminha camarada num menino de verdade. O menino, lindo de tudo, leve feito pluma, com voz doce, com roupinha de príncipe pobre e que ainda sabia dançar. Ah! Como eu desejei ser Christina Ricci!
E pensei nele por tanto tempo, e ele voltada nos meus sonhos e dizia que queria dançar comigo. E ele era tão encantador, tão fantástico que virei fã do fantasminha camarada quase sem perceber.

Quando saiu o segundo filme recebi a notícia que o filme era inteiro com um menino que desconfiavam ser o mesmo ator que o interpretou no primeiro filme! Quase tive um colapso nervoso! Fui até a locadora voando, aluguei, corri pra casa e…Decepção! Não era o mesmo menino, era um zóiudo, bem menor e com cara de “vovó me dá leite”. Meu amor tinha sido mesmo de um filme só.

Depois passou, esqueci. Descobri a algum tempo atrás que o ator é o Devon Sawa, aquele que fez Premonição. Cresceu e ficou sem graça. Tão sem graça que eu tenho até vergonha de dizer que ele foi meu primeiro amor.
E é melhor esconder mesmo porque, vamos e venhamos, meu primeiro amor já começou mal, nos braços de outra e em pele de fantasma! Eu deveria ter desconfiado que, perfeito daquele jeito, não poderia mesmo ser desse mundo!

 

 

Ele não era lindo?

 

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Casos - (II)

- Por que você tá com essa cara?
- Nada.
- Fala logo, o que foi?
- Já disse. Nada.
- Ih! Vai ficar assim até quando?
- Até quando eu quiser.
- Olha, não quer falar não fala…
- Esse é o problema, você é um grosso! Eu vim até aqui, atravessei a cidade pra vir na festa dos seus primos e você chega e nem me dá um beijo. Estou até agora de canto enquanto você se diverte e você não foi nem capaz de notar! Um beijo, um pouco de atenção…o que te custa isso?
- Eu não forcei você a vir…Você veio porque quis…
- Nossa! Eu te peço mais sutileza e é assim que você resolve as coisas? Eu não deveria ter vindo.
- É. Se é pra ficar com essa cara, era melhor não ter vindo mesmo…
- Muito obrigada por ter perdido um pouco do seu precioso tempo comigo. Eu vou embora. Boa festa pra você.
- Obrigado.

Ele ficou. Ela foi embora. E passaram-se 4 anos.
Ela está pra casar. Ele não sabe definir que rumo deu na vida. Eles nunca mais se falaram.
Ele sente falta de um “adeus” até hoje, mas não foi atrás. Ela está feliz, tem atenção, companhia, brigas, carinho, a sutileza que desejava e pensa “Aquele me serviu como exemplo do que eu não quero ter nunca mais!”. Ele só pensa que está incompleto até hoje…

As leituras doídas da escola

Comecei a tomar gosto pelos livros lá pra meados da minha 5° série. Óbvio que antes disso eu tinha as minhas exceções para a Turma da Mônica e livros que mais tinham figuras que palavras. Mas ler mesmo começou quando conheci o Pequeno Príncipe, as obras encantadoras de Agatha Christie e fui me metendo cada dia mais entre páginas e histórias.

Ler era encantador! A cada nova história eu gostava mais…até que, já mais velha, me jogaram goela abaixo “Os Lusíadas”, “O Primo Basílio” e mais tantos outros livros que mal tinham o título interessante, imagine a história. Claro! Eu não estava na “época” pra esse tipo de leitura e entre largar tais livros num canto qualquer pra ler a Capricho que me ensinava truques de como deixar todos os gatinhos aos meus pés, os livros chatos me pareciam uma opção totalmente descartável!

Fico em dúvida sobre a importância de ler os autores clássicos aos 14 anos de idade. A verdade é que, nessa idade, ninguém está lá muito interessado por eles, sejam interessantes ou não. Então por que forçar? Por que transformar o hábito de ler em algo tão massacrante? Leitura deveria ser encarada como diversão e não como obrigação.

Hoje eu com os meus 21 anos acho super mais tragável um Guimarães Rosa, um Eça de Queiroz e um Camões. Isso porque hoje eu consigo entender e ter vontade de ir atrás das palavrinhas que eu não entendo, me enredar a pensar o porquê da obra ser escrita daquele jeito e tudo mais. Com 14 anos, meu bem, tudo que eu queria era me livrar daquilo logo.

Não digo que o papel da escola em mostrar os escritores clássicos não seja válido. É sim! É importante, mas é horrível! Por que então não mesclar? Coloca-se um clássico e no mês seguinte um contemporâneo! Sim…O interesse pela leitura teria aumentado em 200% na minha adolescência se entre as obras que a professora indicasse e passasse prova estivesse um “O caçador de pipas” ou um “O menino do pijama listrado”.

Vai aí a dica. Os adolescentes agradecem!

Que saudade do velho e bom Futebol!

Me desculpe os fanáticos e os justos, mas o futebol do Brasil de hoje ficou um saco!
Que negócio é esse de tantos pontos, tabelas, sobe e desce de times? Mal consigo achar graça nos jogos, naqueles, de 90 minutos, vitória e finish him!

É um sobe e desce de uma tabela frenética, não só do meu time, mais de vários outros que antigamente seriam insignificantes pra mim. Tenho que memorizar que tal time está com 38 pontos, se empatar vai pra 39 e faltarão 3 jogos pra alcançar o meu time que está com sei lá quantos pontos e tem que torcer pro outro time perder, senão o meu time, ganhando ou não, vai ficar em maus lençóis.

É um tal de “gol na casa do outro vale mais”, então o time fez 5×2, mas parece que foi um péssimo resultado porque deixou fazer 2 gols e estava jogando em casa e agora terá que segurar as pontas e caprichar num outro jogo na casa do adversário. Ou seja, os jogos não têm mais 90 minutos e sim 180 minutos.

180 minutos que eu perco pra ver meu time perder, mesmo que ganhar o jogo! Sim…pq isso também é algo muito estranho. Meu time perdeu o primeiro jogo e, ao invés de isso ser o suficiente pra ir embora pra casa com o rabinho entre as pernas, não! Ele vai pra mais um jogo, nesse ele ganha, mas como não fez a quantidade suficiente de gols, perdeu do mesmo jeito! Ao invés de ficarem felizes por terem dessa vez ganhado (o que pra mim foi um empate entre jogos, já que um ele perdeu e o outro ele ganhou), sai todo mundo triste. Isso é um saco!

Fora quando o time já está tão na frente na tabela de pontos que mais nenhum consegue alcançar, então ele já ganhou o campeonato, todo mundo sabe, todo mundo viu, mas terá que ficar jogando até o final do campeonato…você vê então a torcida se cansar de tanto gritar “é campeão!” porque todo jogo que ela vai dali pra frente é a mesma ladainha se perder, empatar ou realmente ganhar.

Dizem os justos que dessa forma os campeonatos se tornam mais sérios, honestos…
O que adianta? Se a graça se perde totalmente! Eu quero é semifinais e finais, eu quero é torcer nas quartas de final pro meu time vencer, eu quero menos pontos na tabela e mais organogramas, eu quero é ficar arrepiada em saber que meu time vai disputar uma Final!!

Chega de Brasileirão, chega de pontos e agradecimentos mil a EuroCopa por me salvar dessa ladainha de hoje em dia. Aquilo sim foi semifinal emocionante. Aquilo sim foi uma final de campeonato!

E fica aqui a minha saudade…saudade de um tempo que futebol me agradava…

Muse - Feeling Good

Uma banda de uma única música pra mim. Criou raízes, ouço em pensamento sem saber o porquê.

Devo uma pra banda Muse…Se pudesse, daria a mão para os integrantes e diria: - “Obrigada pela canção!”

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