Casos – Parte 1 16 Maio, 2008
Posted by calgirlove in Casos a Acasos.Tags: Casos, escolhas, fora, namoro, trair
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- Você não vai me trair vai?
- Eu só consigo pensar em você, impossível te trair.
- E você não vai mudar comigo, vai ser sempre amável?
- Sou assim naturalmente com você.
- E você não vai ser desonesto, me abandonar sábado a noite, nem cobrar saídas quando eu sair?
- Cada um tem sua liberdade, nós sabemos disso. É um prazer sempre ficar contigo linda.
- E você não vai me deixar num grupinho de meninas que não conheço com aqueles papos e ir conversar com seus amigos né?
- Você é mais importante que tudo no mundo pra mim. Estarei sempre do seu lado.
- E você vai cozinhar quando casarmos, vai me ajudar a limpar a casa e vai trocar fraldas?…você vai entender minhas reuniões fora do país, vai entender meus muitos amigos homens e minha paixão por internet?…vai gostar da minha família, vai viajar comigo pra lugares estranhos e vai me servir café na cama?…vai me fazer sentir-se linda, vai entender meu mau-humor e aturar algumas crises?…vai ser fiél, honesto, simpático, leal, amigo?
- Hm…Vou ali buscar cigarros…
Platô – (parte 3) 6 Maio, 2008
Posted by calgirlove in Casos a Acasos.Tags: ex-namorado, fora, platô, Platônico, sair por cima
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Finalmente havia chegado o horário de dar adeus ao trabalho e ir embora pra casa. Cuidadosamente ela arruma suas coisas (leia-se “joga tudo rapidamente dentro da bolsa”) e desce os 12 andares, “não custa nada uma decidinha de escada e ainda evita ficar flácida”. No caminho, põe o fone de ouvido, liga o mp3, bate o cartão, passa a catraca e:
- Ei! Oi!…
- O-oi! O que vc está fazendo aqui?!
- Ora ora, até parece que viu um fantasma!
- Mas vi, na verdade ouvi o “oi” de um…O que você está fazendo aqui?
- Estava com saudades de você, vim te buscar no serviç…
- Você estava com o que?! Você disse “saudades”?
- Sim, disse. Por que?
- Você resolveu sentir SAU-DA-DES depois de sei lá quanto tempo sem aparecer?! Sem ligar?!
- Muita coisa aconteceu nesse meio tempo. Não consegui parar de pensar em você Lindinha…
- Puxa! pra quem não “parou de pensar em mim”, você demorou um bocado pra me procurar hein!
- O importante é que estou aqui!
- E isso é importante pra quem?!
- Nossa Linda, você não era assim…
- Existem coisas, meu bem, que mudam um bocado…
- Mas você continua linda!
- É que existem coisas que não mudam!
- Pelo visto você já esqueceu de todos os nossos momentos juntos. Lembra quando fomos no parque e vc jogou amoras em mim? haha fiquei todo roxo!
- A última coisa que me lembro com amora, querido, foi o suco que tomei no almoço. Agora, se me dá licença, meu NAMORADO chegou. Se sentir “saudades” de novo, já sabe a quem não procurar. Adeus Lindinho.
A Impontualidade do Amor – Vs2.0 5 Maio, 2008
Posted by calgirlove in Obras.Tags: amor, Impontualidade, Textos, Veríssimo
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Você passou o final de semana sozinha. Você e a torcida do Corinthians. Assistindo Super Cine, devora dois pacotes de pipoca, debaixo de um frio inspirador (inspirador pra dormir). Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha. Trimmmmm! É aquele amigo chato, quem mais poderia ser?
Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele passa batido e você nem aí. Ou o amor chega tarde, encontra você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras.
Por que o amor nunca chega na hora certa? Agora, por exemplo, que estou de banho tomado, cabelo arrumado. Agora que estou empregada, com grana para um cinema. Agora que eu já tenho um porta-retrato vazio e comecei a gostar de anos 80. Agora que meu coração está as moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina.
O amor é que nem caneta Bic, nunca está onde a gente pensa. O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste.
O amor pode estar rodando na Av. Paulista, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando feliz da vida sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, eu que não procuro direito. Ou procuro demais, quem sabe.
O amor é imprevisível. O amor odeia clichês. Não adianta esperar momentos mágicos de um mato que não sai nem formiga, quem dirá coelho. O “eu te amo” vai vir numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de um momento nada importante, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza.
Idealizar é sofrer, Amar é surpreender.
(Obrigada pela inspiração Veríssimo!)
Platô! (parte 2) 2 Maio, 2008
Posted by calgirlove in Casos a Acasos.Tags: brigas, platô, Platônico, traição
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- Alô!
- Oi, você conhece o Milton?
- Sim, conheço…
- E você sai com ele?
- Sim, saio. Quem está falando?
- Vanessa. Noiva do Milton.
- No-no-noiva? você é noiva dele?
- Sim sou. Só queria entender, por que você fez isso comigo?!
- Mas…mas…eu nem sabia que ele tinha uma noiva!
- Claro que você sabia. Sabia como todas as outras vagabundas que saem com ele. Você é um vaca, isso sim.
- (Silêncio…)
- Olha, não vou perder mais meu tempo com você. Você ainda vai pagar tudo que me fez! (plaft! tu tu tu)
- (Silêncio pra sempre)