O desprezo aos alérgicos 31 Julho, 2008
Posted by calgirlove in Amarena Eu.Tags: alérgicos, alergênicos, alergia, alergia à camarão, pêlo alergia, pó
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Se você tem algum tipo de alergia, vai entender a minha raiva. É impressionante como as pessoas desconsideram a alergia alheia, como se ela não fosse nada mais que frescura da pessoa alérgica. Obviamente que de frescura não tem nada,
pelo menos não as minhas alergias.
Já virou item obrigatório na mesa aqui do escritório uma pilha simpática e fofa de folhas de papel higiênico. Isso porque eu tenho alergia ao ar condicionado e também alergia a poluição. Mas quem disse que alergia ao ar condicionado é algo sério? até parece!
Sou eu começar a explicar o motivo da pilha de papéis higiênicos e começar essa explicação com a palavra “alergia” que, pronto! Já parece frescura minha.
Ninguém entende que isto me irrita muito, ficar espirrando, com nariz em petição de miséria e já não saber mais o que quer dizer “olfato”. Seria questão apenas de me levarem a sério! Mas…quanto mais eu falo que tenho alergia ao bendito ar condicionado, mais constantemente esse é usado. Ninguém tá nem aí com alergias!
Fico com dó das pessoas que tem alergias mais perigosas, como o cara que não pode comer camarão. O coitado deve ir à praia com os amigos e ficar ouvindo “come aí, só unzinho não mata ninguém vá!” e ter que explicar “não posso, tenho alergia…” e ouvir “ah! deixa de frescura, come um aí, tá uma delícia!”. Tadinho, é capaz de comer e se encher de bolas vermelhas só pra não passar por “dono das frescurinhas”.
E só pra completar, eu tenho alergia a pó e a pêlos também. Então seria muito bom se na divisão das tarefas da casa da praia, todos não deixassem a cama para eu arrumar ou a casa pra eu varrer, a crise de espirro é algo interminável depois da tarefa.
Mas… pra ser muito sincera, minha alergia a pêlos é enorme e eu morro de espirrar com ela, porém, nem pense em tentar me separar dos meus dois gatos e do meu cachorro. Com essa alergia eu ainda me entendo!
Cidade de Extrema 29 Julho, 2008
Posted by calgirlove in Memórias e Recordações.Tags: Cidade de Extrema, Extrema, Passear em Extrema, Viagem a extrema
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Quando lembro de viagem na infância, lembro de Extrema. Extrema é uma cidade no sul de Minas Gerais, bem pertinho de São Paulo. É também a cidade onde minhas primas moram e onde eu passei muitos dos melhores momentos da minha vida.
Foi em Extrema que eu tive minha primeira paixonite de infância, foi lá também que tive a minha primeira saidela a noite e fui a uma “Danceteria”. Foi lá que descobri o prazer de dançar e das luzes piscantes. Foi em Extrema, cidadezinha com 35 mil habitantes, muitos morros, uma pracinha linda com uma igreja simpaticíssima no meio, que dirigi pela primeira vez.
Desde pequena viajo pra Extrema, não só pela cidade, mas por minhas lindas primas que moram lá. Elas já tentaram morar em São Paulo, já tentaram sair de lá, mas quem disse que conseguem? Porque Extrema tem lá suas dificuldades, como subir aqueles morros que mais parecem muros, ou ter poucas lojinhas de roupas que custam caro pra dedéu, ou ser vigiado pelos olhos da cidade, que tudo sabem e tudo vêem, mas…Ninguém esquece aquela visão de pôr-do-sol da janela da cozinha da minha tia, nem como elas conseguem trabalhar à 15 minutos de casa e nem o povo caloroso que te acolhe como família.
Foi nessa cidade deliciosa e cheia de montanhas que descobri a beleza que é um tempo quente com vento fresco batendo nas maçãs do rosto. Foi nela que passei um inverno gostoso, cercado de pessoas muito arrumadas que saíam pra bater tramela na pracinha.
Muita coisa eu vivi, muita coisa eu ainda vou viver, muitas festas do peão, muitos bailes do Hawaií, muito churros, feirinha, pamonha, parque de eventos, cachoeiras, piscinas…pra muita gente eu ainda apresentarei Extrema, vou mostrar todos os cantinhos e toda a beleza e eles vão achar tão encantador como eu. Certeza!
“É tão gostoso andar, na cidade, de Extremaa”
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Eu sinto tanta falta de lá! 16 Julho, 2008
Posted by calgirlove in Labuta (cotidiano trabalhístico).Tags: programa do jô trabalho, trabalhar na globo, trabalho, tv globo
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Sinto saudades da Nara, daquela risada gostosa e do jeito todo mimoso que ela trata todos a sua volta. Sinto falta do jeito desatencioso da Bia e das suas perguntas que faziam todos rirem. Sinto falta do Edson, de toda a sua pressa e seus compromissos familiares. Sinto saudades do Constantino que fingia trabalhar como ninguém e que tem aquele sotaque forte carioca que eu adoro.
Sinto aperto no peito quando lembro da amizade do Leo, que eu adoro tanto e que tem aquela sinceridade e companheirismo maravilhoso, cara cheio de sonhos e crente em Deus. Sinto saudades das piadas à la Casseta e Planeta do Guilherme e do seu jeito malandrão de ser. Sinto falta do Leandro, tão dedicado e prudente no trabalho. Sinto falta da Claudinha, da sua beleza, da sua sinceridade e da voz diferente que ela faz quando atende o telefone…rs
Sinto e como sinto falta da Marli, minha amiga, minha companheira de almoço, minha fiél confidente. Sinto saudades do Dennis e de todo o jeito dele que é simplesmente ótimo, verdadeiro, honesto. Sinto falta de tanta gente…
Sinto borboletas no estômago quando lembro dos corredores mágicos, dos almoços rápidos pra ir correndo pros estúdios e das idas e vindas de jornalistas e famosos pelos corredores. Sinto falta do descompromisso, das risadas constantes, dos “bom dia” nos elevadores e da simpatia de todos. Sinto falta dos “tipões” que andavam pelos corredores com aquelas roupas e cabelos diferentes.
Sinto falta dos músicos, sinto falta do som, sinto falta do ao vivo, sinto falta do Outlook, dos desenhos, da minha cadeira, sinto falta da comida, do trânsito, do logotipo, dos presentes, dos ingressos grátis, da carta de holerite, da vista que tinha da minha janela. Sinto falta do meu trabalho, do meu computador, dos meus conhecidos, colegas, amigos…
Eu sinto falta da Rede Globo e valorizo cada instante que estive lá. A gente se entende. A gente se encontra. A gente se vê por lá!
Meu primeiro amor 15 Julho, 2008
Posted by calgirlove in Memórias e Recordações.Tags: amor fantasminha, ator fantasminha, atores fantasminhas camarada, fantasminha camarada ator, filme fantasminha, meu primeiro amor
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Todos nós temos o nosso primeiro amor e eu não fui diferente. Lembro do exato momento, da barriga gelando, da sensação de ficar sem ar e de sentir o olho arder por não piscar. Meu primeiro amor, meu primeiro encantamento por um ser do sexo oposto. E ele era o Fantasminha camarada!
Demorei pra voltar a realidade depois de ter visto a transformação do fantasminha camarada num menino de verdade. O menino, lindo de tudo, leve feito pluma, com voz doce, com roupinha de príncipe pobre e que ainda sabia dançar. Ah! Como eu desejei ser Christina Ricci!
E pensei nele por tanto tempo, e ele voltada nos meus sonhos e dizia que queria dançar comigo. E ele era tão encantador, tão fantástico que virei fã do fantasminha camarada quase sem perceber.
Quando saiu o segundo filme recebi a notícia que o filme era inteiro com um menino que desconfiavam ser o mesmo ator que o interpretou no primeiro filme! Quase tive um colapso nervoso! Fui até a locadora voando, aluguei, corri pra casa e…Decepção! Não era o mesmo menino, era um zóiudo, bem menor e com cara de “vovó me dá leite”. Meu amor tinha sido mesmo de um filme só.
Depois passou, esqueci. Descobri a algum tempo atrás que o ator é o Devon Sawa, aquele que fez Premonição. Cresceu e ficou sem graça. Tão sem graça que eu tenho até vergonha de dizer que ele foi meu primeiro amor.
E é melhor esconder mesmo porque, vamos e venhamos, meu primeiro amor já começou mal, nos braços de outra e em pele de fantasma! Eu deveria ter desconfiado que, perfeito daquele jeito, não poderia mesmo ser desse mundo!
Ele não era lindo?
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Casos – (II) 7 Julho, 2008
Posted by calgirlove in Casos a Acasos.Tags: adeus, caminhos, Casos, diálogos, rumos
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- Nada.
- Fala logo, o que foi?
- Já disse. Nada.
- Ih! Vai ficar assim até quando?
- Até quando eu quiser.
- Olha, não quer falar não fala…
- Esse é o problema, você é um grosso! Eu vim até aqui, atravessei a cidade pra vir na festa dos seus primos e você chega e nem me dá um beijo. Estou até agora de canto enquanto você se diverte e você não foi nem capaz de notar! Um beijo, um pouco de atenção…o que te custa isso?
- Eu não forcei você a vir…Você veio porque quis…
- Nossa! Eu te peço mais sutileza e é assim que você resolve as coisas? Eu não deveria ter vindo.
- É. Se é pra ficar com essa cara, era melhor não ter vindo mesmo…
- Muito obrigada por ter perdido um pouco do seu precioso tempo comigo. Eu vou embora. Boa festa pra você.
- Obrigado.
Ele ficou. Ela foi embora. E passaram-se 4 anos.
Ela está pra casar. Ele não sabe definir que rumo deu na vida. Eles nunca mais se falaram.
Ele sente falta de um “adeus” até hoje, mas não foi atrás. Ela está feliz, tem atenção, companhia, brigas, carinho, a sutileza que desejava e pensa “Aquele me serviu como exemplo do que eu não quero ter nunca mais!”. Ele só pensa que está incompleto até hoje…
As leituras doídas da escola 4 Julho, 2008
Posted by calgirlove in Amarena Eu.Tags: bons livros, leitura, leitura na escola, livros, livros clássicos, livros e escola
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Comecei a tomar gosto pelos livros lá pra meados da minha 5° série. Óbvio que antes disso eu tinha as minhas exceções para a Turma da Mônica e livros que mais tinham figuras que palavras. Mas ler mesmo começou quando conheci o Pequeno Príncipe, as obras encantadoras de Agatha Christie e fui me metendo cada dia mais entre páginas e histórias.
Ler era encantador! A cada nova história eu gostava mais…até que, já mais velha, me jogaram goela abaixo “Os Lusíadas”, “O Primo Basílio” e mais tantos outros livros que mal tinham o título interessante, imagine a história. Claro! Eu não estava na “época” pra esse tipo de leitura e entre largar tais livros num canto qualquer pra ler a Capricho que me ensinava truques de como deixar todos os gatinhos aos meus pés, os livros chatos me pareciam uma opção totalmente descartável!
Fico em dúvida sobre a importância de ler os autores clássicos aos 14 anos de idade. A verdade é que, nessa idade, ninguém está lá muito interessado por eles, sejam interessantes ou não. Então por que forçar? Por que transformar o hábito de ler em algo tão massacrante? Leitura deveria ser encarada como diversão e não como obrigação.
Hoje eu com os meus 21 anos acho super mais tragável um Guimarães Rosa, um Eça de Queiroz e um Camões. Isso porque hoje eu consigo entender e ter vontade de ir atrás das palavrinhas que eu não entendo, me enredar a pensar o porquê da obra ser escrita daquele jeito e tudo mais. Com 14 anos, meu bem, tudo que eu queria era me livrar daquilo logo.
Não digo que o papel da escola em mostrar os escritores clássicos não seja válido. É sim! É importante, mas é horrível! Por que então não mesclar? Coloca-se um clássico e no mês seguinte um contemporâneo! Sim…O interesse pela leitura teria aumentado em 200% na minha adolescência se entre as obras que a professora indicasse e passasse prova estivesse um “O caçador de pipas” ou um “O menino do pijama listrado”.
Vai aí a dica. Os adolescentes agradecem!

