As leituras doídas da escola 4 Julho, 2008
Posted by calgirlove in Amarena Eu.Tags: bons livros, leitura, leitura na escola, livros, livros clássicos, livros e escola
3 comments
Comecei a tomar gosto pelos livros lá pra meados da minha 5° série. Óbvio que antes disso eu tinha as minhas exceções para a Turma da Mônica e livros que mais tinham figuras que palavras. Mas ler mesmo começou quando conheci o Pequeno Príncipe, as obras encantadoras de Agatha Christie e fui me metendo cada dia mais entre páginas e histórias.
Ler era encantador! A cada nova história eu gostava mais…até que, já mais velha, me jogaram goela abaixo “Os Lusíadas”, “O Primo Basílio” e mais tantos outros livros que mal tinham o título interessante, imagine a história. Claro! Eu não estava na “época” pra esse tipo de leitura e entre largar tais livros num canto qualquer pra ler a Capricho que me ensinava truques de como deixar todos os gatinhos aos meus pés, os livros chatos me pareciam uma opção totalmente descartável!
Fico em dúvida sobre a importância de ler os autores clássicos aos 14 anos de idade. A verdade é que, nessa idade, ninguém está lá muito interessado por eles, sejam interessantes ou não. Então por que forçar? Por que transformar o hábito de ler em algo tão massacrante? Leitura deveria ser encarada como diversão e não como obrigação.
Hoje eu com os meus 21 anos acho super mais tragável um Guimarães Rosa, um Eça de Queiroz e um Camões. Isso porque hoje eu consigo entender e ter vontade de ir atrás das palavrinhas que eu não entendo, me enredar a pensar o porquê da obra ser escrita daquele jeito e tudo mais. Com 14 anos, meu bem, tudo que eu queria era me livrar daquilo logo.
Não digo que o papel da escola em mostrar os escritores clássicos não seja válido. É sim! É importante, mas é horrível! Por que então não mesclar? Coloca-se um clássico e no mês seguinte um contemporâneo! Sim…O interesse pela leitura teria aumentado em 200% na minha adolescência se entre as obras que a professora indicasse e passasse prova estivesse um “O caçador de pipas” ou um “O menino do pijama listrado”.
Vai aí a dica. Os adolescentes agradecem!